É DE NOITE
É meia- noite.
Lá fora o barulho de sempre.
Vozes que se ouvem
perdidas na noite
e que demonstram
que as pessoas andam, pelas ruas,
passeando e procurando,
passar agradavelmente,
estas noites de verão.
Depois são os carros,
as buzinas estridentes,
as travagens bruscas
e mais gargalhadas
dos transeuntes.
Cá dentro nós.
Estamos deitados sobre a cama
Está calor.
Tem estado imenso calor!
É até difícil dormir...
Apenas o lençol nos cobre,
mas mesmo assim faz calor.
Estamos suados...
Não sei porquê, mas estas noites
tornam mais difícil o adormecer
e, embora o quarto mergulhe na escuridão,
convidando a dormir, o sono não chega.
O sono tarda...
Fecho os olhos e procuro mergulhar
na completa inconsciência.
Mais uma volta e outra...
Os nossos corpos aproximam-se,
tu acaricias-me docemente.
Eu aceito e retribuo.
O fogo dos nossos corações aumenta
e assim nos damos um ao outro
com todo o vigor das nossas vidas.
Ana Teresa
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