Fim de tarde.
Que beleza!
Aquela bola vermelha
ao longe, já se aconchega.
De mansinho vai descendo
tão leve, tão devagarinho,
metendo-se, lentamente,
no profundo oceano
para aí descansar,
poder dormir e sonhar...
Passou para a outra banda,
vai iluminar outras gentes
que o esperam e contentes,
de manhã, se levantarão
e um novo dia começarão.
Aqui, surge a noite
com seu imenso manto escuro
bordado de estrelas douradas
que nos embalarão,
ficando a velar nosso sono, acordadas
e, assim, a noite connosco passarão.
Ana Teresa, 23-11-2011
sábado, 31 de março de 2012
VALE A PENA TER NASCIDO?
Fernando Pessoa disse: "Às vezes eu oiço passar o vento e só de ouvir passar o vento, vale a pena ter nascido", mas eu digo que, para além de ouvir passar o vento, é importante saber de onde vem, em que direcção e com que força ele sopra, porque muito do que vier a passar-se estará dependente de tudo isso. A vida prosseguirá ou não, em função desses factores, o que me leva a pensar se, de facto, vale a pena ter nascido, porque, apesar de eu saber que a vida é importante, eu penso que mais importante é o que fazemos com ela...
Ana Teresa, 2012-03-30
Ana Teresa, 2012-03-30
terça-feira, 20 de março de 2012
A VIDA INTEIRA FELIZ
Manuel,
conheci-te pequenino.
Não te lembras, se calhar.
Eras um lindo menino
que eu gostava de "ajudar".
Cresceste,
segues a vida a tocar.
E que belas melodias
que sabes interpretar!
Que o teu mundo se alargue
para nele poderes singrar.
Agora já vais casar.
Abraçar outra vida,
também de responsabilidade.
Que sejas muito feliz, é meu desejo
e que tenhas sucesso, de verdade!
Ana Teresa, 2012-07 27, Avintes
conheci-te pequenino.
Não te lembras, se calhar.
Eras um lindo menino
que eu gostava de "ajudar".
Cresceste,
segues a vida a tocar.
E que belas melodias
que sabes interpretar!
Que o teu mundo se alargue
para nele poderes singrar.
Agora já vais casar.
Abraçar outra vida,
também de responsabilidade.
Que sejas muito feliz, é meu desejo
e que tenhas sucesso, de verdade!
Ana Teresa, 2012-07 27, Avintes
segunda-feira, 19 de março de 2012
PARABÉNS A.P.A.R.F.
25 anos
a ajudar os mais desfavorecidos,
porque a doença desfavorece
quem a tem
e o mais valente desfalece.
É uma obra de caridade,
de fé e de verdade.
25 anos,
Bodas de Prata
para quem ajuda
os que têm doença
que hoje já não mata,
mas que tem de ser tratada,
e, por isso,sempre os que a contraem.
25anos da A.P.A.R.F.
Daquele que sonhou,
que se dedicou,
que realizou,
e que o mal solucionar procurou
criando um grupo
de pessoas benditas
para a sua obra continuar,
e,a quem precisa, ajudar,
pois soube a sua mensagem passar.
Ana Teresa, Avintes, 2012
a ajudar os mais desfavorecidos,
porque a doença desfavorece
quem a tem
e o mais valente desfalece.
É uma obra de caridade,
de fé e de verdade.
25 anos,
Bodas de Prata
para quem ajuda
os que têm doença
que hoje já não mata,
mas que tem de ser tratada,
e, por isso,sempre os que a contraem.
25anos da A.P.A.R.F.
Daquele que sonhou,
que se dedicou,
que realizou,
e que o mal solucionar procurou
criando um grupo
de pessoas benditas
para a sua obra continuar,
e,a quem precisa, ajudar,
pois soube a sua mensagem passar.
Ana Teresa, Avintes, 2012
SR. DOS PASSOS
Sr. dos Passos,
Vós que sofrestes
o peso e a dor da cruz,
na qual vos crucificaram,
tende piedade de mim
e aliviai a minha dor,
a minha solidão e a minha tristeza.
Iluminai a minha vida
com a Vossa luz,
apesar do sacrifício
que aceitastes por nós.
E com o Vosso amor
nos livrastes do pecado eterno.
Dai-me a paz que necessito
e a força para aceitar
todo o sacrifício por que tenho de passar.
Obrigada Senhor!
Ana Teresa, Avintes, 26-02-2012
Vós que sofrestes
o peso e a dor da cruz,
na qual vos crucificaram,
tende piedade de mim
e aliviai a minha dor,
a minha solidão e a minha tristeza.
Iluminai a minha vida
com a Vossa luz,
apesar do sacrifício
que aceitastes por nós.
E com o Vosso amor
nos livrastes do pecado eterno.
Dai-me a paz que necessito
e a força para aceitar
todo o sacrifício por que tenho de passar.
Obrigada Senhor!
Ana Teresa, Avintes, 26-02-2012
LEVA UM BEIJO
Leva um beijo para ti,
um beijo grande sem fim
que vai voando de mim.
Que te faça bem feliz
neste dia importante
que é como agora se diz:
É viver o dia de hoje.
Não te esqueças, no entanto,
que o passado é o tanto
que faz existir o presente
e que todo nele se ressente,
pois a vida continua
e surge logo o futuro
que tu irás conhecer,
que tu irás viver,
que tu irás fazer.
Leva um beijo de mim
não te esqueças, não é o fim,
mas é o começo e é assim...
Ana Teresa, Avintes, 2012
um beijo grande sem fim
que vai voando de mim.
Que te faça bem feliz
neste dia importante
que é como agora se diz:
É viver o dia de hoje.
Não te esqueças, no entanto,
que o passado é o tanto
que faz existir o presente
e que todo nele se ressente,
pois a vida continua
e surge logo o futuro
que tu irás conhecer,
que tu irás viver,
que tu irás fazer.
Leva um beijo de mim
não te esqueças, não é o fim,
mas é o começo e é assim...
Ana Teresa, Avintes, 2012
VOLTARIA
Trouxe a alma entristecida
pelas crianças deixar,
pois eram parte da minha vida
e serviam para me alegrar.
A ser o que fui voltaria
e continuo a ser,
pois, apesar da aposentadoria,
jamais as vou esquecer.
Agora sinto-me mais confortada,
o tempo encarregou-se de me ajudar,
pois sentia-me muito cansada
e, para a profissão,
já não seria exemplar,
como sempre tentei ser,
muitas vezes, à custa de muito sofrimento,
mas era o que eu queria ser
sempre e em cada momento.
Viver com elas foi construir
um futuro promissor
e, de as lembrar, fico a sorrir.
Por elas, no meu coração,
ficou muito amor.
Desejo-lhes muita sorte,
uma vida completa.
Que cada uma seja forte
e atinja a sua meta.
Ana Teresa, Avintes, 2012
pelas crianças deixar,
pois eram parte da minha vida
e serviam para me alegrar.
A ser o que fui voltaria
e continuo a ser,
pois, apesar da aposentadoria,
jamais as vou esquecer.
Agora sinto-me mais confortada,
o tempo encarregou-se de me ajudar,
pois sentia-me muito cansada
e, para a profissão,
já não seria exemplar,
como sempre tentei ser,
muitas vezes, à custa de muito sofrimento,
mas era o que eu queria ser
sempre e em cada momento.
Viver com elas foi construir
um futuro promissor
e, de as lembrar, fico a sorrir.
Por elas, no meu coração,
ficou muito amor.
Desejo-lhes muita sorte,
uma vida completa.
Que cada uma seja forte
e atinja a sua meta.
Ana Teresa, Avintes, 2012
EU SOU A PALAVRA
Eu sou a palavra e o canto,
Eu sou a palavra
que enxuga o vosso pranto.
Eu sou a palavra,
Eu sou a palavra.
Eu sou a palavra que tendes de ouvir,
Eu sou a palavra que tendes de repetir.
Eu sou a palavra,
Eu sou a palavra.
Sou a brisa mansa
que sopra em vosso coração,
sou a esperança
que prevê todo o perdão.
Eu sou a palavra,
Eu sou a palavra.
Sou a alegria
que brilha no vosso olhar,
sou o sol da vida
que existe para vos iluminar.
Eu sou a palavra,
Eu sou a palavra.
Ana Teresa, Avintes, 2012
Eu sou a palavra
que enxuga o vosso pranto.
Eu sou a palavra,
Eu sou a palavra.
Eu sou a palavra que tendes de ouvir,
Eu sou a palavra que tendes de repetir.
Eu sou a palavra,
Eu sou a palavra.
Sou a brisa mansa
que sopra em vosso coração,
sou a esperança
que prevê todo o perdão.
Eu sou a palavra,
Eu sou a palavra.
Sou a alegria
que brilha no vosso olhar,
sou o sol da vida
que existe para vos iluminar.
Eu sou a palavra,
Eu sou a palavra.
Ana Teresa, Avintes, 2012
domingo, 18 de março de 2012
ERA UMA VEZ
Era uma vez
uma andorinha
tão negra e tão pequenina
que voava tão alto.
E quando olhava a terra,
ao ver a beleza que ela encerra
sua alegria era imensa,
e ela vivia feliz.
Mas, um certo dia,
quando ela,
da terra, se aproximou
para descansar,
ficou tão triste, a pobrezinha.
Ela nem queria acreditar!
A vida neste planeta
era bem mais negra do que ela.
E eram guerras, ódios fatais
que tudo matam e injustiças tais...
E as pobres gentes
sem poderem, a sua vida melhorar,
apenas podiam chorar.
Foi então que esta andorinha,
presságio do tempo a mudar
e da primavera a chegar,
unindo esforços e vontades,
alertou todas as pessoas
para tudo aquilo acabar.
Levantou-se o povo,
caminhou em frente,
erguendo os seus braços,
e tudo, de repente,
foi mudança, atrás dos seus passos.
uma andorinha
tão negra e tão pequenina
que voava tão alto.
E quando olhava a terra,
ao ver a beleza que ela encerra
sua alegria era imensa,
e ela vivia feliz.
Mas, um certo dia,
quando ela,
da terra, se aproximou
para descansar,
ficou tão triste, a pobrezinha.
Ela nem queria acreditar!
A vida neste planeta
era bem mais negra do que ela.
E eram guerras, ódios fatais
que tudo matam e injustiças tais...
E as pobres gentes
sem poderem, a sua vida melhorar,
apenas podiam chorar.
Foi então que esta andorinha,
presságio do tempo a mudar
e da primavera a chegar,
unindo esforços e vontades,
alertou todas as pessoas
para tudo aquilo acabar.
Levantou-se o povo,
caminhou em frente,
erguendo os seus braços,
e tudo, de repente,
foi mudança, atrás dos seus passos.
segunda-feira, 12 de março de 2012
EU QUERIA
Eu queria
que todas as crianças
tivessem pão.
E que todos, em cada uma,
vissem um irmão.
E que todas as mãos
se unissem fortemente
e as acarinhassem
e ajudassem constantemente.
É tão pouco
o que peço para todas.
É tanto
o que cada um lhes pode dar.
É tão grato
o que elas por ti sentem
que, por muito
que não queiras,
as vais, certamente, ajudar.
Ana Teresa Gomes da Silva, r. Soutulho,151, 4430-919, Avintes
que todas as crianças
tivessem pão.
E que todos, em cada uma,
vissem um irmão.
E que todas as mãos
se unissem fortemente
e as acarinhassem
e ajudassem constantemente.
É tão pouco
o que peço para todas.
É tanto
o que cada um lhes pode dar.
É tão grato
o que elas por ti sentem
que, por muito
que não queiras,
as vais, certamente, ajudar.
Ana Teresa Gomes da Silva, r. Soutulho,151, 4430-919, Avintes
quinta-feira, 8 de março de 2012
SOU MULHER
Sou mulher.
Mulher filha,
mulher sobrinha,
mulher irmã,
mulher prima,
mulher afilhada,
mulher amada,
mulher mãe adoptiva
das crianças e jovens
com quem trabalhei
e a quem me dei.
Mulher amiga,
namorada,
esposa e companheira
de corpo, de pensamento
e de alma inteira.
Mulher de paz, de fé,
de consciência e de justiça.
Mulher que procura ajudar
e, a quem precisar, dar:
o seu sorriso, a sua amizade,
a sua palavra, a sua mão,
o amor do seu coração...
Ana Teresa Gomes da Silva, Avintes
Mulher filha,
mulher sobrinha,
mulher irmã,
mulher prima,
mulher afilhada,
mulher amada,
mulher mãe adoptiva
das crianças e jovens
com quem trabalhei
e a quem me dei.
Mulher amiga,
namorada,
esposa e companheira
de corpo, de pensamento
e de alma inteira.
Mulher de paz, de fé,
de consciência e de justiça.
Mulher que procura ajudar
e, a quem precisar, dar:
o seu sorriso, a sua amizade,
a sua palavra, a sua mão,
o amor do seu coração...
Ana Teresa Gomes da Silva, Avintes
domingo, 4 de março de 2012
MOMENTO DE PARTIDA
Foi um impacto triste,
pensamento perturbado
ao ver naquele momento repentino:
carro fúnebre parado,
familiares agitados,
caixão, na varanda, poisado.
Parei, quis falar,
Mas pouco disse.
Mais gesticulei.
Segui o meu caminho
com os pensamentos em turbilhão.
Pesava-me o coração.
Tinha chegado a hora.
Mais uma vez, o destino se realizou.
Que bom que eu fora dar-lhe um carinho.
Assim o espero.
Agora terminou a sua vida terrena
para noutra vida entrar.
Paz à sua alma.
Que Deus a receba
com aquele abraço
que só um pai sabe dar.
Esta é a minha homenagem
à mulher, à esposa,
à mãe, à avó,
à amiga, à vizinha,
à doente sofrida
que foi de partida.
A chuva, também se fez aparecida
para lhe dar a sua despedida,
por certo, sentida.
Ana Teresa, 2012-03 04
pensamento perturbado
ao ver naquele momento repentino:
carro fúnebre parado,
familiares agitados,
caixão, na varanda, poisado.
Parei, quis falar,
Mas pouco disse.
Mais gesticulei.
Segui o meu caminho
com os pensamentos em turbilhão.
Pesava-me o coração.
Tinha chegado a hora.
Mais uma vez, o destino se realizou.
Que bom que eu fora dar-lhe um carinho.
Assim o espero.
Agora terminou a sua vida terrena
para noutra vida entrar.
Paz à sua alma.
Que Deus a receba
com aquele abraço
que só um pai sabe dar.
Esta é a minha homenagem
à mulher, à esposa,
à mãe, à avó,
à amiga, à vizinha,
à doente sofrida
que foi de partida.
A chuva, também se fez aparecida
para lhe dar a sua despedida,
por certo, sentida.
Ana Teresa, 2012-03 04
Subscrever:
Mensagens (Atom)