quinta-feira, 12 de setembro de 2013

QUASE QUE NOS TORNAM BANAIS...

Os meus olhos já não choram
como chora o coração
de tanto pesar que sente
e de tanta desilusão.
São os que perdem emprego,
os que o tendo não recebem,
os que o querem e não têm
e os demais que cá vivem...
Por tudo isto que vejo
eu sinto tanta tristeza,
porque neles me revejo
podendo pouco fazer
para que tudo isto mude
e o que é justo possa acontecer.
E conforme o tempo passa
sem que nada se transforme,
uns sentem medo, tristeza e fome,
outros, bem longe, já se esqueceram
e nunca nada temeram.
Mandam, mentem, mudam, tiram...
E de pouco serve o queixume,
a verdade, a imagem, a miséria,
pois tudo tentam esconder
e mesmo que se possa saber
teimam em fazer crer
que de outra forma não se pode fazer
e que tudo é algo sem valor,
procurando, de vez,
banalizar a palavra dor
e acabar também com o amor.

Ana Teresa

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