terça-feira, 10 de dezembro de 2013

ROSTO DE SEDA

ROSTO DE SEDA

Vi-a deitada no caixão
e, no seu rosto,
se prendeu o meu olhar.
Sobressaltou-se o meu coração
e, ali, tive de parar.
Através da vidraça
sua pele me pareceu
qual seda macia e pura
e algo, na minha alma, aconteceu.
Estremeci, fiquei varada.
Seu rosto belo e sereno
nem uma ruga mostrava.
Era perfeito e parecia pleno
de forte consolação
à luz ténue das velas.
Saí dali com tal pesar,
não podendo evitar uma grande comoção,
que meus olhos se puseram a chorar.
Meu pensamento não queria
de forma alguma se libertar
da visão daquele rosto
a dormir, a sossegar.
Aquela estranha, para mim,
será sempre uma impressionante visão
que me acompanhará até ao fim
dos meus dias, estremecendo meu coração.
Doravante, irei rezar
para que em paz descanse.
Que ao céu possa chegar
que ele esteja ao seu alcance.


Ana Teresa----2013-12-05

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