domingo, 9 de fevereiro de 2014

MAR DE TEMPESTADE

MAR DE TEMPESTADE

Mar revolto,
empinado,
de vagas agigantadas
que ondulam, se levantam,
se afundam, qual náufrago atormentado,
que abre seus braços
e eleva bem alto
seu grito desesperado,
último recurso encontrado
para se poder salvar.
Mar que engrossas
tuas ondas
e as fazes levantar,
como velas ao vento desfraldadas
que o barco fazem deslocar.
Estás perigoso,
vigoroso, temeroso...
Tuas águas escuras,
rebentam, em poalha,
na areia das praias
desfeitas pela tua rebeldia.
Olha aquelas vagas que se levantam
 e, nas suas cristas, transportam
a espuma suja
que se vem espraiar.
E logo outra e mais outra
vêm rebentar.
Mar que cresces
e te tornas denso,
deixando meu olhar suspenso,
nas ondas que não têm
como abrandar.
Ai de mim, mar,
que, a ti, tenho preso o meu olhar.
 

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