Trouxe a alma entristecida
pelas crianças deixar,
pois eram parte da minha vida
e serviam para me alegrar.
A ser o que fui voltaria
e continuo a ser,
pois, apesar da aposentadoria,
jamais as vou esquecer.
Agora sinto-me mais confortada,
o tempo encarregou-se de me ajudar,
pois sentia-me muito cansada
e, para a profissão,
já não seria exemplar,
como sempre tentei ser,
muitas vezes, à custa de muito sofrimento,
mas era o que eu queria ser
sempre e em cada momento.
Viver com elas foi construir
um futuro promissor
e, de as lembrar, fico a sorrir.
Por elas, no meu coração,
ficou muito amor.
Desejo-lhes muita sorte,
uma vida completa.
Que cada uma seja forte
e atinja a sua meta.
Ana Teresa, Avintes, 2012
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