domingo, 4 de março de 2012

MOMENTO DE PARTIDA

Foi um impacto triste,
pensamento perturbado
ao ver naquele momento repentino:
carro fúnebre parado,
familiares agitados,
caixão, na varanda, poisado.
Parei, quis falar,
Mas pouco disse.
Mais gesticulei.
Segui o meu caminho
com os pensamentos em turbilhão.
Pesava-me o coração.
Tinha chegado a hora.
Mais uma vez, o destino se realizou.
Que bom que eu fora dar-lhe um carinho.
Assim o espero.
Agora terminou a sua vida terrena
para noutra vida entrar.
Paz à sua alma.
Que Deus a receba
 com aquele abraço
que só um pai sabe dar.
Esta é a minha homenagem
à mulher, à esposa,
à mãe, à avó,
à amiga, à vizinha,
à doente sofrida
que foi de partida.
A chuva, também se fez aparecida
para lhe dar a sua despedida,
por certo, sentida.

Ana Teresa, 2012-03 04

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