quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

MANHÃ TRISTE

Jazia no chão
daquela estrada 122.
O seu corpo, meio dobrado,
estava prostrado.
Parecia inerte.
Não se via  o seu rosto
que ficou voltado para o chão.
Algumas pessoas rodeavam-no,
enquanto não aparecia socorro.
À frente, via-se a sua bicicleta
tombada no piso da estrada.
Como estaria?
Teria lesões graves?
Recuperaria?
Só quando o fossem buscar
o poderiam confirmar.
E, assim, nessa manhã,
do dia 5 de agosto,
logo o meu dia
começou com esse desgosto!
Ver ali um ser humano
que por andar a praticar
o seu desporto,
terá tido um embate
que lhe cortou o seu dia
e o atirou para uma complicação
que poderá ser a sua perdição...
Que Deus não permita o seu mal
e esteja com ele
nesse momento fatal.
Agora estou aqui,
junto ao mar,
a tentar, a minha dor, apaziguar.




Ana Teresa, 2011-08-05

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