Sou a calma desesperada
que se revolta, no tempo,
criado por muita gente
que não pensa, não tem respeito
pelos que, na vida, labutaram
e, em tudo se esforçaram.
Sou o cavalo selvagem
que não quer ser domado,
mas correr, tão livremente,
em toda a direcção,
para todo o lado.
Sou o pensamento firme
de alguém, muito consciente,
que sabe que o que alguns fazem,
não é justo, não é decente.
Sou a palavra que grita
que não cala e, sempre palpita
saindo da boca aberta, com força,
mostrando-se aflita,
com os feitos, tão ingratos,
de muitos que não param nem esperam,
que não reflectem, nem querem nada mudar
e que tudo hão- de fazer
para que o bem passe a acabar
e, tudo, se possa perder.
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