Amélia, como eu gostava
de poder ser a borboleta
delicada e colorida
para, então, poder voar
e, ainda que lentamente,
a sua casa chegar.
Defronte da sua vidraça
eu me iria colocar
e aí encenaria
a melhor coreografia
para si poder dançar.
Faria com meu colorido
tantas luzes, tantas cores
que o seu corpo dorido
deixaria de ter dores.
Seus olhos bem alegres ficariam
por verem a borboleta
mais bonita e mais serena
a deixá-la divertida
e muito mais descontraída.
Com vontade sorririam
e até compreenderiam
que de si eu gosto muito
e continuo a rezar
para poder melhorar.
Calmamente, adormeceria
e, no sono relaxante, sonharia
com borboletas a bailar
e, por certo, sentiria
a alma a apaziguar.
Ao acordar relaxada
e, bem mais recuperada,
poderia, então, verificar
que estaria bem mais animada.
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