Acode-me ao pensamento
breve, instante momento
que nem eu sei decifrar.
É um vislumbre,
um desalento
que não me deixa pensar.
Fugaz, triste e violento
não dá para agarrar.
Mas meu espírito perturbado
quer saber, quer compreender.
O que lá vai, não passou
e no meu peito ficou
dando-me desolação
que meus olhos humedece.
Nem tudo se desvanece
mesmo que queiramos que aconteça
e tudo mais, não se esquece
dando a triste sensação
de impotência e negação
de forças mais positivas.
Que o sol entre em minha vida
e meus dias favoreça,
que a dor ainda vivida
dê a sua despedida
e me deixe repousar
o cérebro, os olhos cansados,
a vontade de chorar.
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