Havia um bonito rouxinol
que entoava melodias de encantar.
Tanto cantava, tanto cantava
que o seu canto
encantava os que o podiam escutar.
Mas certa vez as melodias acabaram.
E o belo canto do rouxinol
já não se ouvia.
Todos aqueles que gostavam de o escutar
já nem sentiam a mais pequena alegria.
E foram dias e mais dias de silêncio.
E o silêncio tornou-se muito penoso.
Já nem se riam as pessoas.
Já nem se ouviam a falar de coisas boas...
E foi então que um belo dia,
em que o sol raiava forte e radioso,
que lá, muito ao longe,
um canto se escutou
e logo outro e mais outro e muitos mais.
E toda a gente o seu ouvido ajeitou.
O rouxinol e suas crias
entoavam as mais belas melodias
que aquelas gentes, jamais
haviam escutado.
Foi uma alegria, foi um alvoroço,
alegrias tais
que as tristezas não voltaram mais.
Ana Teresa, Avintes-2012
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